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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Cuculiformes
Família: Cuculidae
 Leach, 1820
Subfamília: Crotophaginae
 Swainson, 1837
Espécie: G. guira

Nome Científico

Guira guira
(Gmelin, 1788)

Nome em Inglês

Guira Cuckoo


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Anu-branco

O anu-branco é uma ave cuculiforme da família Cuculidae. Também conhecido como rabo-de-palha, anu-do-campo, alma-de-gato, quiriru, pelincho, pipiriguá (Ceará), piririguá, anum-branco (Rio Grande do Norte) e cigana (sul do Piauí).

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (guarani) e do (tupi) guyra = ave, pássaro.

Características

Mede entre 36 e 42 centímetros de comprimento, incluindo seus 20 centímetros da cauda, e pesa entre 113 e 168,6 gramas. É usualmente encontrado em bandos familiares.
O adulto da espécie apresenta coloração ocre-amarelada com uma crista desgrenhada, pele facial nua amarela, bico forte e curvo com uma bela coloração amarelo-alaranjada e íris variando entre o amarelo-alaranjado e branco-azulado. Ao redor dos olhos, um fino anel periocular amarelo pálido. O dorso e as coberteiras das asas são finamente estriados, as penas são escuras apresentando as bordas claras. As rêmiges são marrom enegrecidas. O uropígio é branco. A cauda é graduada, longa e apresenta belas retrizes, cada uma delas dividida em três partes com colorações distintas: camurça pálido na porção basal, preto no centro e, na porção distal, a cor é branca. A garganta, peito e ventre são pálidos com finas estrias escuras na garganta e no peito.
O juvenil da espécie apresenta as rêmiges com pequenas faixas brancas nas pontas, bico acinzentado, íris escuras e as retrizes acinzentadas.

ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

O cheiro do corpo é forte e característico, perceptível para nós a vários metros e capaz de atrair morcegos hematófagos e animais carnívoros. Quando empoleira arrebita a cauda e joga-a até as costas. Anda sempre em bandos. São aves extremamente sociáveis. Sua vocalização é alta e estridente: “iä, iä, iä” (chamada e grito durante o voo); “i-i-i-i” (advertência); sequência fortemente descendente e decrescendo de melodiosos “glüü” (canto); cacarejo baixo.

Subespécies

Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies). (ITIS - Integrated Taxonomic Information System, 2015).

Indivíduo com plumagem melânica

O melanismo consiste no aumento da produção de melanina, conferindo coloração mais escura ao indivíduo. Indivíduos melânicos se associam normalmente com outros indivíduos da mesma espécie, já que o melanismo não traz doenças associadas como o albinismo.

Indivíduos com plumagem leucística

O leucismo (do grego λευκοσ, leucos, branco) é uma particularidade genética devida a um gene recessivo, que confere a cor branca a animais geralmente escuros.
O leucismo é diferente do albinismo: os animais leucísticos não são mais sensíveis ao sol do que qualquer outro. Pelo contrário, são mesmo ligeiramente mais resistentes, dado que a cor branca possui um albedo elevado, protegendo mais do calor.

Alimentação

É essencialmente carnívoro, comendo gafanhotos, percevejos, aranhas, miriápodes etc. Preda também lagartas peludas e urticantes, lagartixas, camundongos, rãs e filhotes de outras aves. Cospe pelotas. Pesca na água rasa; periodicamente come frutas, bagas, coquinhos e sementes, sobretudo na época seca, quando há escassez de artrópodes. Já foi visto na Região dos Lagos, RJ, predando pequenos caramujos-africanos.

Predadores

Reprodução

Os seus ovos são relativamente muito grandes, tendo de 17 a 25% do peso da fêmea. A cor dos ovos é verde-marinho e uma rede branca calcária em alto relevo se espalha sobre toda a superfície. Tanto há ninhos individuais, como coletivos. A fêmea que construiu um ninho e ainda não começou a pôr os seus ovos joga fora os ovos postos ali por outras fêmeas. Joga também os ovos, quando a fêmea poedeira encontra o ninho onde quer pôr ocupado por outra ave. Os adultos nem sempre zelam bem pelos ninhos com ovos, abandonando-os. Os filhotes deixam o ninho antes de poder voar, com a cauda curta, e são alimentados ainda durante algumas semanas. Quando os seus ninhos são abandonados, às vezes são aproveitados por outros pássaros, serpentes e por pequenos mamíferos, sobretudo marsupiais.

Distribuição Geográfica

Ocorre do sudeste do Amapá e do estuário amazônico à Bolívia, Argentina e Uruguai.

Referências

Galeria de Fotos